quinta-feira, julho 24, 2014

Palavras de sabedoria budista sobre as motocicletas

Monja Coen: a sabedoria budista e as motos
*Para quem ainda não teve a oportunidade de ler a entrevista que a Monja
Coen, líder DA Comunidade Zen Budista do Brasil, concedeu à Claudia Baptista de Souza, aqui vão os melhores momentos:*****

“Quilometro por quilometro, instante por instante. A moto tem muito isso,
você tem de estar inteiro, com atenção permanente. Você e a moto tem de se
Tornar um corpo só, e não uma dualidade. Se você pensar que é você e a
Moto, você cai. Tem de pensar que é uma coisa só. E prestar muita atenção
Porque você está em contato com o vento, sem proteção. Justamente por isso,
Seu estado de alerta tem de ser maior.****

As pessoas estariam mais saudáveis se andassem de moto porque é necessário
Um controle – e isso faz muito bem para o corpo e para a mente. A moto
Exige muita consciência.****

O que a moto tem de similar com a meditação é que você não pode ficar
Guiando a moto divagando, pensando em problemas e dificuldades. Tem de Esvaziar a mente, e isso não significa ficar sem nada na mente, e sim estar
Com ela aberta para as inúmeras possibilidades.****

Eu costumo dizer que a plena atenção, na meditação, é como uma lente
Grande-angular, que não tem foco único, mas está aberta a todas
Possibilidades. Ela não vai focar somente você, e sim todo o ambiente ao
Seu redor. E mesmo assim você estará em foco perfeito. Este é o foco que a
Moto exige: o foco do meu caminho, da direção e de tudo que há à Volta.****

A moto é como a vida. É ela que diz a você quando mudar a marcha, você não
Escolhe. Tem de ficar em sintonia com ela. E essa é a sintonia que a gente
Tem de ter com a vida. Quando é que eu não posso acelerar? Quando é que
Devo ir mais devagar? A moto é uma filosofia de vida. Se você não ouvir e
Sentir, cai. Existe uma frase no budismo que diz assim: “Vá reto por uma
Estrada cheia de curvas”. As pessoas pensam que você vai entrar na curva e
Se matar, mas não é nada disso. Seja macio na curva, seja a curva quando
Ela aparece. E isso a moto ensina, a ser flexível.”****

*Monja Coen foi uma das primeiras mulheres a guiar uma moto no Brasil e a
única a comandar um templo budista. Independentemente de nossa religião, as
Palavras acima são de Grande valia para todos nós.*****

Fonte:
Texto publicado originalmente por Giovanni Guida Júnior em seu blog.
Giovanni Guida Junior é advogado, proprietário de corretora de seguros,
Amante de Harley-Davidson e criador do blog

segunda-feira, julho 21, 2014

Lobo Solitário Moto Grupo apadrinha E.I.A. Irmandade

Aconteceu no dia 13/07/2014 no distrito de Tavares-Pará de Minas, o apadrinhamento da E.I.A. Irmandade pelo Lobo Solitário Moto Grupo.
Celebração que contou com a presença de Amigos de outras cidades e de outros Moto Clubes.
Tivemos a apresentação da Banda Sociedade Alternativa, cover de Raul Seixas.
Muito churrasco e muita cerveja gelada, muita alegrias.
Festa impar.
Veja algumas fotos:














quinta-feira, julho 10, 2014

“Eu sei que a gente se acostuma"


“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

Autora:
Marina Colasanti é uma escritora e jornalista ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia.

segunda-feira, julho 07, 2014

Reportagem Gazeta Paraminense

http://www.gazetaparaminense.com.br/noticias/noticia/5202/0

Lobos nem tão solitários assim

Lobos nem tão solitários assim Desbravar os 4 cantos do país em cima de uma moto é lazer para poucos. Porém, além do lazer, essas aventuras pelas estradas também são uma filosofia de vida para criar amizades e aprender valiosas lições. Para falar sobre isso, a reportagem GP conversou com Damião Cosme da Silva, 49, um dos fundadores do 1º Moto Grupo da cidade, o Lobo Solitário. Saiba mais.
“A ideia surgiu em 2001, através do consórcio da minha moto, quando eu queria viajar para conhecer cidades em duas rodas. Aí, um compadre meu, o José Alves (Ninja) aderiu à minha ideia e foi formado, assim, o Lobo Solitário Moto Grupo que tem registro, brasão, atas de reunião... tudo dentro da legalidade. Na verdade, éramos apenas nós 2 os integrantes. A partir daí, fomos viajando de cidade em cidade, de encontro em encontro, fazendo amigos, mas sempre respeitando as leis de trânsito que é o nosso princípio básico. Afinal, esse é o quesito que diferencia motociclista de motoqueiro. Hoje, o nosso moto grupo conta com vários participantes”, festeja Damião.

É PERIGOSO? – “Tem dias que a estrada é um caos, porque muitos não usam seta, outros não sabem dirigir em uma rotatória e ainda têm os que brigam com você, sendo que eles é que estão errados. Alguns motoristas não estão qualificados para pegar o trânsito. Conheço motociclista que perdeu a perna na 1ª vez que encarou uma estrada e isso só acontece, porque eles não se prepararam. Não pode tirar a CNH e já querer pegar estrada. Graças a Deus, no nosso moto grupo, nunca tivemos envolvimento em acidentes, já passamos por situações arriscadas, mas nada fatal”.

MELHOR LUGAR? – “Já fizemos inúmeras viagens: Pirapora/MG, Itaúna/MG, Divinópolis/MG, Oliveira/MG, São Tomé das Letras/MG, Bom Despacho/MG, Morada Nova de Minas/MG, Curvelo/MG, Três Marias/MG, Santo Antônio do Monte/MG, Formiga/MG, entre tantas outras. Todas elas foram marcantes, porque em cada lugar que você vai sempre encontra belas paisagens e encantos. Fica até difícil escolher qual foi a melhor. Cada uma tem o seu detalhe especial, a sua beleza particular”...

COMO SER LOBO? – “O motociclista não adentra logo de cara, no nosso grupo, cujos integrantes são todos de Pará de Minas. Ele passa um período viajando conosco para avaliarmos como é seu comportamento na estrada; se é alguém íntegro; e se não abusa da velocidade. Fora isso, avaliamos a conduta moral dele na sociedade, no trânsito e junto à família. Nosso lema é sempre viajar e voltar bem para casa. Em relação às motos, somos bem ecléticos, pois temos integrante que tem Biz. Não corremos muito, porque a velocidade máxima em estrada é de 110KM/H. Então, é preciso ter uma moto que consiga atingir essa velocidade, para conseguir estabelecer essa velocidade máxima. Fazemos reuniões em todos os 2ºs domingos do mês, quando nos divertimos, fazendo um bom churrasco, trocando ideias com os motociclistas que vêm de outras cidades. Algo bem proveitoso”!

MOTO E LIBERDADE – “Liberdade é você pegar sua moto, ir para a estrada sem rumo certo para ir, sentindo o vento na cara”...

segunda-feira, maio 05, 2014

Aula de etiqueta motociclística

Aula de etiqueta motociclística


O brasileiro sempre se considerou um povo amigo, cordial e da paz. E é justamente por isso que nós, tupiniquins, costumamos quebrar duas das mais antigas e tradicionais regras do motociclismo:
1) Jamais, em hipótese alguma, sente na moto de outro homem sem convite.
Essa é auto explicativa. Antigamente, você poderia voltar com um olho roxo para casa por fazer isso, mas hoje parece que é necessário explicar que a sua moto não é um cavalinho de brinquedo para adultos tirarem fotos.
Há uns dez anos, aluguei uma vaga em um prédio residencial perto do local onde trabalhava. Como eu vivia duro, costumava deixar ela na rua, e tive várias peças roubadas por causa disso. Mas um amigo me descolou essa vaga e comecei a parar lá. Mas por vaga, entenda o direito de estacionar dividindo espaço com o Gol bola do dono do tal apartamento, que me cobrava dinheiro de pinga para fazer isso.
Depois de um certo tempo, comecei a perceber que a minha moto estava sempre limpa, mesmo indo debaixo de chuva para o trabalho. Até que um dia saí bem mais cedo do que de costume e descobri a razão: para impressionar uma vizinha que chegava todo dia as seis em ponto, o sujeito às vezes descia para a garagem com uma camiseta da Harley-Davidson (minha moto era uma Honda), e lavava a minha moto para fingir que era dele.
2) Nunca peça para “experimentar” a moto de alguém.
Tem um ditado em inglês que diz “Não peça pra andar na minha moto, que eu não peço para foder com a sua esposa”. Sério: você acabou de conhecer um sujeito, e mesmo tendo pouquíssima intimidade com ele, já pede para “experimentar“ a moto dele? Se você tem desapego pelas suas coisas, parabéns! Você está muito mais próximo da iluminação espiritual do que a maioria de nós. Então deixe a gente viver com o nosso atraso e simplesmente não peça para andar na moto de outro homem.
Se alguém quiser que você ande, vai te oferecer. Provavelmente torcendo pra você responder “não”.



Para Refletir:
“Às vezes não tem problema mexer na moto de outra pessoa, especialmente quando ela está caída em cima dele. Mas nunca quando ela está em exposição.”

quarta-feira, abril 30, 2014

Poema: Se

Se

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.



Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.


Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,de sonhar -
sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
 
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling

quinta-feira, março 27, 2014

PAIXÃO por MOTOS x PAIXÃO por MOTOCICLISMO

Créditos:
Otavio Araujo – Gugu   otavio@globalplayer.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  , empresário em Taubaté/SP, 72 anos, com 53 de motociclismo.


Sou um apaixonado pelo Motociclismo desde a juventude quando ganhei de meu pai em 1958 minha primeira moto, uma Monaretta verdinha, ocasião em que dei uma guinada no conjunto de meus interesses, dando início a essa paixão que tenho por Motociclismo até hoje, mesmo beirando os 72 anos de idade.

Nesses anos de Motociclismo, possuí as mais diversas marcas e modelos de motocicletas e tive oportunidade de rodar/experimentar praticamente todas. Aprendi nesses anos que um amigo motociclista nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade.
Quando iniciamos esta aventura chamada Motociclismo, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros... 
Mas, ao chegarmos ao fim da jornada, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós. Aprendi que temos que aproveitar a viagem e não apenas pensar na chegada.
Daquela época em que rodávamos sem capacete e nossas rodovias eram de mão simples até o presente com as maravilhosas máquinas com freios a disco, ABS, controle de tração, pneus sem camara, GPS e tantas outras inovações, rodando pelas excelentes estradas paulistas, nunca consegui entender motociclistas que tem paixão por determinada marca ou modelo de moto e não pelo Motociclismo como um todo.
Aprendi que Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.
Ser fanático pelas HD, pelas BMW, por motos custom, speed ou esportivas e não pela possibilidade de novos horizontes, aromas, estradas, destinos ou vínculos de novas amizades conquistadas a cada viagem também ainda não consegui entender...
Nas conversas informais com motociclistas que interajo em minhas viagens sinto que alguns não estão curtindo a viagem e sim aquela moto.
Quando durante o papo inadvertidamente deixo escapar que não sou fã daquela marca ou modelo, sinto a conversa perder o fio, o entusiasmo.
Nunca deixo uma pequena disputa afetar a possibilidade de uma possível grande amizade.
Nunca pertenci ou viajei com qualquer moto clube ou moto grupo.
O Gau [João Gonçalves], amigo e grande motociclista, um dos maiores do Brasil, com milhares de km rodados, o qual muito respeito e tento copiar sempre diz: “Qualquer moto nos leva a qualquer lugar.” 
Os verdadeiros motociclistas são aqueles que interagem que relatam dificuldades/novidades, que estão lá torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida! 
Não importa quanto tempo nem quantos quilômetros vocês vivam afastados.
Quando algum amigo motociclista me consulta sobre aquisição de uma nova moto [que pode ser até uma moto usada] aprendi que o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias: quando são realmente pedidos e quando deles depende a vida. Na maioria das vezes, quem pergunta já sabe exatamente o que quer, pergunta apenas para saber se vc tem o mesmo gosto.
Motociclismo não é idolatrar determinada marca de moto, imaginar-se montado num tesouro tinindo de novo, de valor inestimável, viver divulgando seu alto preço e as vantagens insuperáveis de sua moto atual e escondendo os “micos” que todas têm.
Motociclismo é partilhar, compreender diferenças, apoiar, fazer da moto [seja ela qual for] uma ferramenta de união, de fazer novas amizades, de ensinamentos e partilhar roteiros fotos e aventuras.
À medida que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças em meu estilo de pilotar e eu desvendava os mistérios das estradas, os companheiros do motociclismo sempre foram os baluartes em minha vida, nunca, jamais uma determinada marca ou estilo de moto. 
Uma moto top da BMW/HD para mim é igual a uma Mirage da Dafra, o que importa é o ser humano que está montado nela.
 Meu fraterno moto abraço,
 Otavio – Gugu

quarta-feira, março 26, 2014

Quando a Moto vai para a Oficina

Saúde & Paz.
Achei esta imagem no site:http://www.hechoamanocustom.com/.... e fiquei imaginando que  é (ou pode ser) a realidade para muitos apaixonados por sua motos.

   Se Vc. é o próprio mecânico:
  - Fica imaginando qual a peça; ou onde esta defeito a ser solucionado?
     Até ai tudo bem, afinal Vc. mesmo põe a mão na massa e descobre; sozinho ou
     com ajuda de opiniões e orientações de amigos.

   Se Vc. teve que deixar a moto aos cuidados de outro(oficina ou autorizada):
   Ai a coisa pega............
  - Será que realmente este "cara" sabe consertar minha moto?
  - Será que a moto vai voltar inteira?
  - O mecânico disse que ""pode ser"" (esta resposta - pode ser) é a pior coisa que desejamos
     ouvir. Concordam????? rsrrssr.
 E tem muitas e muitas outras preocupações difíceis de enumerar.

 Realmente é de perder o sono.

 Deixo aqui a imagem ilustrativa que gostei muito.

Abraços a todos.


quarta-feira, março 12, 2014

A cegueira de movimento no motociclismo

Pilotos militares recebem instrução sobre cegueira de movimento durante o treinamento porque ela ocorre em velocidades mais altas e, até certo ponto, isto é aplicável a motociclistas também...

Os pilotos são instruídos a alternar o olhar entre varrer o horizonte e o painel de instrumentos quando em vôo, e nunca fixá-lo mais que alguns segundos num único objeto. Eles são orientados a manter a cabeça como se ela estivesse montada numa rótula e a movimentar os olhos continuamente. 
Isso porque quando se está em movimento, fixar o olhar num objeto por algum tempo faz a visão periférica sumir. Essa é a razão desse fenômeno ser chamado de cegueira de movimento.
Num acidente em que uma moto pilotada rapidamente atinge um veículo mais lento saindo de uma via transversal, os motociclistas geralmente afirmam não terem visto o veículo vindo da direita ou da esquerda. Eles não estão mentindo, apenas não viram realmente o outro veículo, mesmo à plena luz do dia, devido a cegueira de movimento.
Desse modo, nós motociclistas precisamos estar atentos a este importante detalhe ao pilotar nossas motocicletas.
Até cerca de três décadas atrás, esta técnica de “cabeça numa rótula & olhos se movimentando” era a única maneira de avistar outros aviões por perto. Hoje, os pilotos contam com radares, sensores e os mais modernos equipamentos de detecção, mas a velha técnica ainda tem utilidade.
Participe de uma pequena demonstração da cegueira de movimento.
É a mesma usada para pilotos em treinamento na salas de simulação antes mesmo que cheguem perto de um avião.
No link abaixo, vê-se um conjunto de cruzes azuis sobre um fundo preto.
Há um ponto verde piscando no centro e três pontos amarelos fixos à volta dele. Se fixarmos o olhar no ponto verde mais que alguns segundos, os pontos
amarelos desaparecerão aleatoriamente, isolados ou em pares, ou os três de
uma vez. Na verdade, os pontos amarelos estão sempre lá.
Confira em http://www.msf-usa.org/motion.HTML (abrirá em nova janela)

ANTES de fazer o teste, observe os pontos amarelos por algum tempo para você ter certeza de que não foram parar em algum lugar, que são constantes.
Assim, se estivermos dirigindo em velocidade numa rodovia e fixarmos o olhar na estrada à frente ou em qualquer outro ponto ou objeto, poderemos não ver um carro, uma moto, uma bicicleta, uma vaca ou um ser humano vindo de um dos lados ou mesmo à nossa frente. Mesmo na cidade em baixa velocidade é importante não fixar o olhar por mais de alguns segundos.
Recomendo que durante a pilotagem, procure sempre girar a cabeça olhando dos lados, assim também massageando sua nuca, piscando os olhos e nunca fixar algum ponto por demasiado tempo, como às vezes fazemos tentando ler a cidade da placa de um veículo que segue a nossa frente.
Pense nisso.


Créditos:::::::
Otavio Araujo – Gugu - 72 anos, motociclista a mais de 50, administrador, empresário em Taubaté/SP, roda de Honda Varadero XLV 1.000cc – e-mail: gugu@rockriders.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.   

sexta-feira, dezembro 13, 2013

10 razões para namorar um motociclista - traduzido de MotoLady.com

Meritos:
Fonte MotoLady / Tradução livre por Bayer
http://olddogcycles.com/



1. Temos um senso de aventura maior
Você conhece o velho clichê sobre gostar de longas caminhadas na praia? Pois nós gostamos de longos rolés na praia, montanhas, desfiladeiros, desertos… Sempre teremos algo para desfrutar em praticamente qualquer destino de viagem. Nos dê uma boa estrada e um belo destino, e estamos prontos. Esqueça passagens aéreas caras, hotéis e restaurantes cinco estrelas… A gente já fica feliz de comer em uma boa lanchonete ao final de um dia inteiro pilotando.
2. Nós não morremos de medo do mundo à nossa voltaMotociclistas são lembrados constantemente da sua mortalidade: “meu parente/irmão/amigo/amigo do meu amigo morreu andando de moto” ou “esse negócio é perigoso, sabia?”. Sim, a gente sabe. Mas a gente também sabe que podemos morrer andando a pé na rua, em um avião ou por alguma doença ou vírus qualquer. E isso nos leva de volta ao item nº1 da lista: queremos nos divertir e tentar coisas novas.
3. Somos bons controlando orçamentosClaro, cada um de nós tem maneiras diferentes de fazer isso… Mas todos nós sabemos como controlar um orçamento. Aquele upgrade na moto pode custar mil reais, mas a gente vai largar mão de comprar roupas novas ou de sair para jantar fora por algumas semanas para conseguir o dinheiro. Nós vamos entender quando você não quiser gastar R$200 naquele restaurante cinco estrelas da moda, e vamos ficar empolgadíssimos se você preferir fazer um churrasco ou trocar um óleo na garagem (com duplo sentido e tudo).
4. Nós gostamos das pequenas coisas da vidaO som por detrás do topo de uma montanha coberta de neve, um pequeno tufão de poeira no horizonte, a névoa deslizando pelo campo, esses são os momentos que mexem com o nosso coração. A transição de uma asfalto danificado pelo clima para um asfalto novinho deixa a gente muito feliz. Esqueça as reclamações constantes, a gente sabe como olhar para o lado bom da vida.
5. Somos dedicadosPara muitos, andar de moto não é só mais uma maneira de chegar ao trabalho… É um estilo de vida. Um que vai ficando cada vez melhor quando você dedica mais tempo a ele, o que geralmente não é fácil. Não é algo que você consegue largar com um estalar de dedos, e esse tipo de dedicação costuma transbordar para outras áreas das nossas vidas. Quando as coisas ficam difíceis, motociclistas continuam em frente. Estamos sempre dispostos a ajudar outros motocliclistas, e geralmente temos um grande senso do mundo ao nosso redor. E que diabos isso quer dizer? Quer dizer que nós ajudamos uns aos outros. Não se meta com a família dos motociclistas.
6. Somos observativosNossas vidas dependem de olhar para tudo ao nosso redor e de enxergar o que estamos vendo, por isso você vai estar mais seguro ao nosso lado. Se algum dia servirmos de motorista para você em um carro, você pode ter certeza de que a gente ESTÁ vendo aquele idiota prestes a nos fechar. A gente sempre lembra de olhar para os dois lados, e fazemos nossa checagem “pré-vôo”, e a gente sempre se lembra de buscar aquele item no caminho de casa (apesar de escolhermos o caminho mais longo).
7. Somos adaptáveisSurgiu um imprevisto? Sem problemas. Teve que cancelar os planos? Tranquilo, a gente vai sair em um encontro com o nosso primeiro amor… Nossa moto. Quando você se acostuma com a estrada, você se acostuma a ir com a maré. Pneus furados e baterias arriadas acontecem, então a gente entende sobre imprevistos e como fazer as coisas funcionarem.
8. Não somos grudentos
Mensagem de texto de hora em hora? Provavelmente não, a gente está muito ocupado andando de moto ou trabalhando para pagar nossa próxima viagem/revisão/upgrade. Ser motociclista dá um certo nível de independência, o que nós permite ter nossas próprias vidas dentro de um relacionamento.
9. Fazemos as melhores massagensEm sua maioria, as mãos de um motociclista não são delicadas, macias e fracas. Graças as longas horas viajando e mexendo nas motos, eles vão ter mãos mais fortes, o que significa massagens mais longas e melhores. Além disso, após horas na estrada, a gente sabe onde fica aquele nó nas suas costas. De nada.
10. Nossos gestos românticos são sensacionais
Vou usar alguns estereótipos (considere-se avisado). Claro, uma garota que faz biscoitos para você é sensacional. Mas se ela chega para entregá-los de moto para você, e ainda melhor. E lógico, um cara chegando com um buquê de rosas é adorável. Mas um cara batendo na sua porta de capacete, com uma única rosa que ele carregou nos dentes por quilômetros até chegar na sua casa, é ainda mais adorável. Golaço.

quarta-feira, outubro 16, 2013

A Sabedoria dos Lobos


 
Sabedorias dos Lobos 
Durante séculos, homens e lobos coexistiram, vendo-se uns aos outros mais com respeito de que com medo. Cada um respeitava a organização social e a habilidade de caça do outro. Foram parceiros na manutenção do intrincado equilíbrio da Terra. Entenderam que faziam parte da natureza mais do que a natureza fazia parte deles. Então, o homem começou a acreditar que era superior e que não precisava mais do lobo. De fato, ele não permitiu mais ao lobo nem o direito de viver.
            O homem capturou, fuzilou e envenenou lobos por toda aparte. Isso apesar de o lobo ter dado ao homem seu mais fiel amigo e companheiro..... o cão. Hoje, há um reconhecimento crescente de que podemos mais uma vez aprender com nossos velhos amigos Canis lupus. Atualmente os lobos, com a assistência dos  homens, estão começando e ressurgir pelo mundo. Em nossos dias, a ordem social do homem parece estar em decadência, enquanto a do lobo permanece intacta. Nossas organizações e as pessoas que delas fazem parte estão desorientadas por problemas causados por divórcio, crime, superpopulação, reorganização e outros, enquanto os lobos continuam como mesmo padrão participativo, brincalhão, eficiente e coeso.
            Eles sabem que seu futuro depende de suas crias e agem de acordo com esse princípio. Obviamente temos muito a aprender com os lobos.
 A Paciência
             A esperteza do lobo vai muito além de identificar vítimas fáceis.
            Eles observam e gravam vários traços e hábitos minúsculos da personalidade de sua presa. Não importa o tamanho do inimigo. O lobo morde e se afasta! Repete e repete.... Ele procura uma vitória a longo prazo, e não um sucesso imediato. É a observação, a simplicidade de propósito, o trabalho em equipe, a curiosidade, a atenção nos detalhes e a inabalável paciência que fazem o sucesso do lobo.
 Unidade com individualidade
             Não há som mais misterioso, triste, aterrorizador e bonito do que a estranha sinfonia de lobos uivando à noite. Campistas e caçadores que já ouviram esse coro se sentiram maravilhados, mas também imobilizados pelo pavor. E na realidade, geralmente não há mais que cinco a oito lobos uivando juntos. O interessante é que esse respeito pela individualidade somente enfatiza a verdadeira unidade do grupo. Cada lobo tem sua própria voz e cada um respeita a voz de seu companheiro. Quando os lobos uivam juntos, todas as barreiras são rompidas, como se dissessem: "Somos únicos, mas somos um todo; então não se meta conosco".
 A Curiosidade
             O mundo é uma fonte de admiração para os lobos. Eles não consideram nada já conhecido; em vez disso preferem investigar tudo pessoalmente. Cada descoberta proporciona encantamento e surpresa. Os lobos são tão curiosos com relação ao ambiente em que vivem que não importa o quanto precisem caçar (eles estão entre os caçadores mais incansáveis), mas não podemos deixar de pensar que eles caçam (trabalho) para viver (diversão, confraternização). Essas são as prioridades deles.
 Atitude
             A atitude dos lobos pode ser resumida com facilidade. É uma visualização constante do sucesso. A sabedoria coletiva dos lobos tem sido progressivamente programada em sua estrutura genética através dos séculos. Lobos tem uma técnica aprimorada de focalizar suas energias em direção às atividades que os conduzirão à consecução de seus objetivos. Os lobos não vagueiam sem destino ao redor de suas vitimas potenciais, para lá e para cá. Eles tem um plano estratégico e o executam mediante comunicação.
Quando chega o momento da verdade, cada um entende seu papel e exatamente o que o grupo espera dele.
Fracasso
            Uma caçada mal sucedida somente aperfeiçoa as habilidades e reavivam o desejo. Os erros cometidos não são vistos como falhas, e tornam-se parte da base de conhecimento coletivo dos lobos. É como introduzir dados na memória de um computador- o conhecimento sempre estará lá para o futuro. Aquilo que os homens decidem considerar fracasso, os lobos convertem em sabedoria. Muitas pessoas vêem uma simples "caçada frustrada" como símbolo de seu fracasso na vida. Aprendemos do lobo, que simplesmente é hora de ir caçar novamente. O fracasso é uma atitude, não uma realidade. O fracasso é a percepção; o sucesso, uma ilusão.
Comunicação
            Muitos ouviram dizer que os olhos dos lobos brilham no escuro, poucos, porém percebem que seus olhos são usados para as comunicações mais delicadas. Movimentos minúsculos de sua musculatura ocular, bem como mudanças no tamanho das pupilas, expressam surpresa, medo, alegria, reconhecimento e outras emoções. O contato direto dos olhos na forma de um olhar fixo pode ser intimidante e interpretado como ameaça pelo lobo. Quando deseja mostrar amizade e franqueza, um lobo pode baixar ou desviar o olhar. Sua linguagem corporal é transparente e sincera.
 Estratégia
             Muitos caçadores, fotógrafos e outros que tiveram a sorte de testemunhar uma caçada real de lobos e perderam a fala quando o destino tomou seu caminho. Alguns momentos antes, os lobos pareciam seguir despreocupadamente; os rebanhos como haviam feito nos dias precedentes. De repente, os aparentemente letárgicos lobos entraram em ação como um time coordenado, possante e objetivo, sendo que cada lobo conhecia o plano estratégico e a parte que deveria cumprir. Uma estratégia é tentar entender que posição você ocupa no mundo. Não onde gostaria de estar ou esperava estar, mas onde está.
 Diversão
             Os lobos compreendem que a diversão não é somente um subproduto da vida, e sim uma razão para viver. A paixão do lobo pela brincadeira jamais acaba, não importa qual seja sua idade. Embora tenha amadurecido, a diversão continua tão importante em suas vidas como sempre foi. Na correria e nos ambientes restritos de hoje, muitas pessoas pensam que a diversão é uma coisa supérflua em suas vidas - uma atividade que não podem mais manter.
 
Mandamentos do Lobo             
  • Respeite os mais velhos;
  • Ensine os jovens;
  • Coopere com o grupo;
  • Divirta-se quando puder;
  • Cace quando precisar;
  • Descanse nos intervalos;
  • Reparta suas afeições;
  • Manifeste seus sentimentos;
  • Deixe sua marca.
 
 
 
Texto fundamentado no livro: "A sabedoria dos lobos"
 de Twyman L. Towery
 


ALGUMAS DEFINIÇÕES SOBRE MOTOCICLISMO rsrsrsrsrsrsr

FILOSOFIA DO MOTOCICLISMO:

Acreditamos em seguir o nosso próprio caminho. Não interessa para onde o resto do mundo esteja indo.
Acreditamos em enfrentar um sistema que esmaga indivíduos como insetos num pára-brisa.
Alguns de nós acredita no cara lá em cima. Todos nós acreditamos nos caras aqui embaixo.
Acreditamos no céu. E não acreditamos em teto-solar.
Acreditamos na Liberdade.
Acreditamos na poeria. Mato seco, Búfalos, Rangers e em rodar até o por do sol.
Acreditamos em alfoges e.. acreditamos que os cowboys tinham razão.
Acreditamos em não nos sujeitar a quem quer que seja.
Acreditamos em vestir preto porque não mostra sujeira ou fraqueza.
Acreditamos que o mundo está ficando frouxo, mas não estamos nessa.
Acreditamos em encontros de moto que duram uma semana inteira.
Acreditamos em atrações na beira da estrada. Cachorros quentes de postos de gasolina. E em descobrir o que tem depois da próxima montanha...
Acreditamos em motores barulhentos com pistões do tamanho de latões de lixo.
Tanques de gasolina desenhados em 1936.
Faróis que parecem de trem. Cromo e pintura personalizada.
Acreditamos em chamas e caveiras.
Acreditamos que a vida é o que você faz dela e... vamos fazer dela uma viagem e tanto.
Acreditamos que a máquina que você está sentado diz ao mundo exatamente quem você é.
E não estamos nem aí para o que os outros acreditam.
Amem.

25 MOTIVOS PARA SE ANDAR DE MOTOS(tem mais....)

01 Pelo espírito de liberdade;
02 Pelo vento na cara;
03 Por sentir a garupa agarradinha na sua cintura;
04 Por ter uma 250 e se sentir um Valentino Rossi numa 500;
05 Por ter uma custom e se sentir o próprio Peter Fonda em "Easy Rider";
06 Por fazer novos amigos que falam a sua língua;
07 Por poder viajar em grupos;
08 Por ficar encharcado e feliz;
09 Por ter a sua pista livre em cima da faixa, quando o trânsito está totalmente congestionado;
10 Para matar de inveja o seu vizinho careta;
11 Para conquistar as menininhas;
12 Para se sentir poderoso dentro da sua jaqueta de couro;
13 Para ter a sensação de voar, como um pássaro do asfalto;
14 Para ser o pole position nos faróis das grandes avenidas;
15 Para passar nos pedágios sem pagar;
16 Para ter um estacionamento exclusivo no shopping center;
17 Para ir aos encontros de motos falar sobre motos;
18 Para comprar um monte de acessórios e deixar a sua moto personalizada;
19 Porque todos os caminhos levam a Daytona, o grande encontro mundial de motos;
20 Para deixa-la parada na garagem de casa e ficar admirando-a;
21 Para sentir o cheiro de óleo queimado da sua velha e inesquecível 2T;
22 Porque no peito de todo motociclista bate um coração aventureiro;
23 Porque voce consegue extravasar por trás da viseira, mesmo que as lágrimas embacem o caminho;
24 Porque um dia você sonhou que chegaria lá;
25 Porque você esta vivo !

MOTIVOS PARA CURTIR MOTOCICLISMO :

Motociclismo é uma filosofia de vida !
Quem é motociclista não tem depressão !
No Motociclismo você só faz amizades realmente verdadeiras, gente que gosta de você por suas qualidades, não por quem você é na vida !
Motociclistas são pessoas normais, gente de todas as profissões e classes sociais, nesse mundo todo mundo é igual !
No motociclismo, principalmente em eventos, é comum ver motociclistas com crianças de colo, esposas, mães de família, netos...
Em eventos todo mundo se respeita, não se vê brigas, todo mundo é super unido, todo mundo se preocupa com você !
Todos se ajudam em todas as situações, seja na estrada, na vida, ninguém deixa um irmão na mão ! (pelo menos eu nunca deixei)
Não importa a marca da sua moto nem a cilindrada, o que vale é o espírito de motociclista !
Sempre tem um churrasco 0800 e umas "coizitas mas"...!

sexta-feira, setembro 27, 2013

Motoqueiro ou motociclista é ponto de vista


Parece que a humanidade tem uma necessidade vital de criar novos nomes para velhas funções. No universo da motocicleta essa tendência já é observada na classificação dos tipos de motos, passando pela especificidade de cada função. Por exemplo, as motos “nakeds” (nuas, em inglês), que são simplesmente as motos como sempre conhecemos desde a invenção da roda, sem qualquer artifício aerodinâmico. Portanto, não precisava receber nenhuma classificação, porque já a chamávamos simplesmente de… moto!

Agora começou a surgir também a identificação do tipo de motociclista. Os proprietários de motos esportivas começaram a se identificar como “bikers”, como se isso os fizessem diferentes de outros motociclistas. Já as motos esportivas passaram a ser chamadas de “bikes”, que no idioma original significa simplesmente bicicleta! Mas a classificação que mais gera controvérsia, desnecessária, claro, é a de motociclista e motoqueiro.
Vou voltar no tempo. Lá nos anos 60, quando as motocicletas começaram a ser vistas como objeto de prazer e não apenas de locomoção nem de facilitação de transporte urbano. Naquela época, no Brasil, as motos eram praticamente brinquedos de luxo, ligadas a uma vida de playboy.
No começo dos anos 70, mais precisamente em 1973, a Rede Globo exibiu uma novela chamada “Cavalo de Aço” que tinha uma Honda CB 750F como uma das personagens mais marcantes (pelo menos para mim!), pilotada por Tarcísio Meira. Ela popularizou a moto que chegaria em grande escala até 1976 e o duro golpe da proibição de importação.
Nessa época as motos eram chamadas de motocicletas só pelo meu avô e seus colegas. A juventude chamava simplesmente de moto ou pelo carinhoso apelido de motoca. Que tinha o componente charmoso de lembrar outra coisa bem cobiçada, as cocotas (que veio do francês cocotte). As minas, as gatas, eram chamadas de cocotas e a associação com motoca foi imediata.
Daí que os jovens que saíam com suas motocas à caça das cocotas eram chamados de motoqueiros. Podia ser motoquista, assim como quem trabalha com estoque é estoquista e não estoqueiro. A etimologia da palavra motoqueiro remete exclusivamente à motoca. Para quem gostava de se referir ao veículo como motocicleta, podia continuar se definindo como motociclista e pronto.
O termo motoqueiro tinha nada de pejorativo até meados dos anos 80 quando uma revista especializada começou uma desnecessária campanha para separar os recém motociclistas profissionais, que hoje chamamos de motoboys, dos outros que usavam a moto como meio de transporte e lazer.
E assim surgiu a diferenciação entre motoqueiros e motociclistas. Segundo essa campanha, os motoqueiros seriam aqueles que demonstrassem um mau comportamento no trânsito, usavam a moto como meio de renda ou donos de motos pequenas, criando uma espécie de “classe baixa” dos donos de motos. Já os motociclistas seriam aqueles que exibiam um bom comportamento, usavam motos grandes, como meio de lazer ou transporte de luxo, pertencente a uma “classe alta”.
O resultado é isso que temos hoje: uma inútil e fabricada sociedade de classes entre os usuários de motos, muito mais ligada ao puro preconceito do que à língua portuguesa em si. No nosso idioma, os sufixos “ista”e “eiro” se referem àqueles que trabalham ou vivem de alguma atividade. O jornalista trabalha na produção da matéria prima para o jornal, que é a informação. E o jornaleiro é quem vende o jornal. Nenhum é mais ou menos importante que o outro.
Em São Paulo o estabelecimento que lava motos anuncia “Lavagem de Motos”. No sul do Brasil, lavagem é a palavra usada para comida de porcos, por isso eles anunciam como “Lavação de Motos”. E a máquina que está na sua área de serviço é uma máquina de lavar e não de lavagem nem de lavação. Portanto tem muito mais de etimológico do que de sociológico nos termos motoqueiro e motociclista.
Pena que o ser humano tem essa necessidade quase vital de criar rótulos e separar os indivíduos em castas. Os proprietários de barco à vela são “contra” os donos de barco a motor e vice-versa. Quem voa de asa delta se acha mais especial do que quem voa de parapente. Todos dividem o mesmo meio, aquático ou aéreo, mas precisam se dividir para ter assunto nos clubes e associações.
Voltando aos motoqueiros e motociclistas, não existe esse conceito de que o motoqueiro é bandido e o motociclista é o mocinho. Tudo papo furado, criado por uma imprensa preconceituosa e desinformada. O que existe são bons e maus motociclistas ou bons e maus motoqueiros. Estou cansado de ver donos de caríssimas BMW ou Harley-Davidson furando farol vermelho, rodando na calçada, fazendo conversão proibida, quebrando espelhos retrovisores dos carros, mas que na rodinha de amigos se proclama motociclista e tem ojeriza de motoqueiros. Da mesma forma vejo todos os dias motociclistas profissionais (hoje chamados de motofretistas) dando exemplos de bom comportamento  e cortesia no trânsito, mas que são chamados de motoqueiros.
A questão é: por que estimular a criação de estereótipos preconceituosos se todos usam e são apaixonados pelo mesmo veículo?
Eu gosto muito de me referir à minha moto como motoca, logo eu sempre fui, sou e serei um MOTOQUEIRO e com muito orgulho!
Créditos: Fonte: Texto do jornalista Geraldo Tite Simões publicado originalmente no site www.motite.com.br

terça-feira, setembro 17, 2013

Viagem ao 3º Encontro de Diamantina-MG

Saúde & Paz!
Nos dias 13-14 e 15/09/2013 aconteceu o 3º Encontro de Motociclistas em Diamantina.
Eu (Ninja), fui com destino a esta viagem de paisagens exuberantes no dia 14/09 pela manhã e cheguei em Diamantina 11:00hs onde fui super bem acolhido.
No domingo pela manhã peguei a estrada retornando a Pará de Minas (360km) distância.

Agradeço a todos os organizadores e colegas que conheci.





Ninja







Eu(Ninja) com amigos de Pompeu-  Leandro, Luana e Acácio.



Leandro, Acácio, Luana e Ninja, hora do relax.





sexta-feira, agosto 16, 2013

Dicas de Segurança ao Andar de Motos

Pense que ninguém te vê Porque para a maioria dos motoristas, você é invisível, mesmo! Nunca faça um
movimento imaginando que o outro motorista está vendo você, mesmo que você
tenha acabado de ver seus olhos. Motos muitas vezes não fazem parte das
cabeças de quatro rodas.

Seja paciente
As conseqüências de encarar um erro ou uma disputa no trânsito começam mal e
sempre acabam PIOR. Finja que foi a sua mãe que fez aquela barbeiragem e
perdoe a falha.

Ponha roupas para encarar um acidente
Com certeza, a padaria do bairro é uma viagem de 5 minutos, mas ninguém está
planejando comer asfalto, está?

Pare totalmente em cada placa de "PARE"
Isso, ponha seu pé no chão. Olhe de novo. Qualquer outra maneira de fazer
isso pode forçar uma decisão imediata, sob pressão e sem tempo para
identificar uma situação de risco.

Espere o melhor, mas esteja preparado para o pior
Esteja pronto para uma fechada, para uma surpresa que nunca deve ser
inesperada. Não existe "apareceu de repente", "veio do nada" ou "eu achei
que ele ia… ".

Deixe seu ego em casa
As únicas pessoas realmente interessadas em saber se você estava mais rápido
que o outro na avenida são o policial e o Detran.

Preste atenção no que está fazendo
Tem um ônibus na sua frente parando de repente para um tiozinho que fez
sinal em cima da hora. Se ligue!

Espelhos retrovisores mostram só uma parte do ambienteNunca mude de direção ou de faixa sem olhar para trás para confirmar que
você realmente pode virar ou mudar de faixa.

Seja paciente ll
Espere mais um ou dois segundos antes de entrar na pista, começar a andar ou
sair para ultrapassar. Você é pego pelo que NÃO VIU! Aquela olhadinha a mais
vai salvar sua pele.

Preste atenção na diferença de velocidade
Passar por carros ao dobro de sua velocidade ou mudar de pista para passar
por um monte de carros parados é somente um jeito mais rápido de conhecer
São Pedro.

Cuidado com a calçada
Um monte de surpresas acaba chegando das calçadas: sacos com objetos dentro,
pregos, água, lama, limo, tijolos, etc. Não rode junto à calçada, você está no tráfego.

E nas rodovias, ande ocupando o espaço, como se fosse um carro; e não a sua direita

quase pegando a faixa do acostamento.

Carros entrando à esquerda
Esses são os maiores matadores de motociclistas. Nunca imagine que o
motorista vai esperar passarem todos os motociclistas antes de se enfiar à esquerda.

Carros passando no vermelho
Os primeiros segundos após o sinal mudar são os mais perigosos. Olhe SEMPRE
para os dois lados antes de cruzar o semáforo depois de aberto.

Olhe os retrovisores
Olhe os espelhos retrovisores sempre que mudar de faixa, diminuir a velocidade ou parar.

Esteja pronto para se mover se o outro veículo for ocupar o espaço onde você está.

Deixe espaço na frente
No Brasil se anda sempre MUITO colado. A regra geral que se usa pelo mundo é
de 3 segundos de distância do veículo da frente. Melhor ainda se você
observar tudo que aparecer na sua frente para os próximos 12 segundos (no
horizonte). Todos os seus problemas estão aí dentro desses espaços.

Cuidado com os carros equipados
Eles são "rápidos" e seus motoristas são agressivos. Não imagine que você
passou por ele e que está tudo resolvido, ele está logo aí atrás.

Entrar em curvas em alta velocidade machuca
É a maior causa de acidentes com motociclistas sozinhos e em estradas
sinuosas e pistas de corrida. "Entre devagar, saia rápido" é há muitos anos
a regra dos campeões das pistas.

Não acredite na eficiência da polícia florestal
Se na área onde você está podem aparecer animais, não vá pensar que a
polícia rodoviária ou florestal vai conseguir tirar cada um deles da sua
frente. Vá devagar, olhe para as margens da Estrada e fique vivo.

Use os 2 freios corretamente
Nunca é tarde para você começar a usar os dois freios. O dianteiro faz a
maior parte da parada, mas um pouco de traseiro na entrada das curvas pode
acalmar uma moto nervosa.

Mantenha SEMPRE um ou 2 dedos sobre o freio dianteiro
Economize um segundo no tempo de reação a 85 km/h e você pode parar 30
metros antes (e talvez até conseguir escapar do impacto).

Olhe para sua trajetória
Use o milagre da fixação de objetivo em seu próprio benefício. As pesquisas mostram

que a moto vai para onde você olha, então olhe para a solução no lugar de olhar para o problema.

Mantenha seus olhos em movimento
O tráfego está sempre mudando. Portanto, continue sempre procurando por
problemas. Não trave seus olhos em um só ponto por muito tempo.

Pense antes de agir
Avalie com cuidado a situação quando pensar em ultrapassar rapidinho aquele
veículo que está a 15 km/h numa área com limite de 60 km/h.

Não olhe para o chão
Levante sua cabeça, é sempre tarde para fazer qualquer coisa quando o
problema está a 10 metros. Olhe lá longe e mude a direção.

Preste atenção em seu caminho
A maioria dos acidentes acontecem durante os primeiros 15 minutos de seu trajeto, 

abaixo de 60 km/h, em um cruzamento ou via secundária. É, exatamente, ali por onde você passa toda hora.

Nunca entre às cegas num corredor de trânsito parado
Os carros devem estar parados por alguma boa razão, e você pode não vê-la
até que seja tarde demais para fazer alguma coisa. Não ande a mais de 30
km/h acima da velocidade dos outros veículos.

Portas de carros que se abrem no tráfego
Você deve estar atento as portas que se abrem e aos carros que desviam delas
também, pulando para sua faixa.

Vício de cruzamentos iguais
Procure placas de "PARE" mesmo depois de uma longa série de esquinas em
preferência para você.

Tenha espaço para se movimentar
Pilotar dentro de um amontoado grupo de motos é um bom jeito de acabar no
meio do mato. Qualquer grupo de motos que valha a pena acompanhar terá um
ponto de encontro marcado à frente para reencontrar os "desgarrados".

De tempo para seus olhos se acostumarem
Ao sair de lugares muito iluminados, vá devagar e com farol baixo até seus
olhos se acostumem com a escuridão. Fechar um dos olhos até também ajuda.

Domine a meia-volta
Pratique este retorno apertado até ficar bom. Ponha suas nádegas na beirada
do banco no lado contrário à curva e deite a moto para dentro da curva,
usando seu corpo como contrapeso enquanto gira em cima da roda traseira. É
uma excelente manobra para não bater no carro da frente ou para escapar
daquele bueiro sem tampa.

Parando no meio de uma subidaUse o freio traseiro para manter a moto no lugar enquanto usa o acelerador e
embreagem com atenção para sair sem problemas.

Se parece escorregadio, então é mesmo
Um trecho de chão suspeito pode ser só mais uma mancha. Óleo? Cascalho?
Diesel que caiu de um caminhão? Pode não ser nada, mas é melhor diminuir
ANTES de pisar num sabãozão. Se não era nada, melhor.

Estouro de pneu, e agora?
Sem movimentos bruscos, se prepare para usar um pouco de músculos para
manter a trajetória. Alivie o acelerador e use o freio bem leve na roda boa
(traseira ou dianteira) e vá procurando a melhor direção para sair da pista.

Pingos na viseira
Começou a chover. O asfalto apenas umedecido é muito mais escorregadio que
depois de uma forte chuva tropical, e você nunca sabe o quanto ele está
liso. Use máxima concentração, cuidado e suavidade nos controles.

Emocionado
Observe a você mesmo quando for sair. Se você está nervoso, triste, exausto
ou ansioso, sente e conte até 100.

Vista roupas adequadas
Ponha roupas que sirvam bem em você e ao clima. Se você está com muito frio
ou com muito calor ou brigando com uma jaqueta onde cabem dois de você, você
já está com problemas.

Aparelhos de som

Deixe seu iPod em casa (ao menos quando estiver rodando na cidade).

Você não vai ouvir o caminhão a tempo se estiver ouvindo música.

Na chuva
Pilotar na chuva é uma "arte" que se adquire com tempo, rodando nela. Se
aperfeiçoa quando nos concentramos no perigo que representa. No início da
chuva o piso fica mais escorregadio do que quando cai um forte temporal e
teoricamente "lava" o asfalto. Sempre devemos reduzir a velocidade e nem por
um segundo desviar a atenção da rota, procurando sempre desviar locais que
possam oferecer maior perigo por estarem alagados ou com volume grande de
água escorrendo.

Aprenda a fazer desvios de emergência
Esteja pronto para fazer dois desvios de emergência em seguida. Desvie de um
obstáculo pela esquerda e logo em seguida de volta à sua trajetória original
à direita, e vice-versa. A moto vai seguir seus olhos, portanto olhe para o
caminho e não para os obstáculos. Pratique isso até que seja um reflexo
normal, sem pensar.

Seja suave em baixa velocidade
De nada adianta sua enorme agilidade se você estiver devagar. Tire as forças
dos movimentos com um trabalho leve nos freios traseiros. Isso minimiza
muito indesejáveis transferências de peso e inércia, e facilita alinhar e
posicionar a moto exatamente onde e como desejamos.

Piscar luz de freio
As setas dos outros veículos te chamam a atenção porque piscam. Pisadinhas
leves no pedal ou toques rápidos no manete do freio dianteiro antes de
realmente frear sua moto vai alertar o tráfego atrás.

Cruzamentos são todos perigosos
TODOS os cruzamentos são perigosos. Nos bairros tranqüilos mais ainda. Mesmo
na preferencial sempre diminua e imagine que outro veículo que não conhece a
região pode cruzar a sua frente. Diminua, assim, pela metade a chance de acidentes.

Ajuste sua visão periférica
Olhe para um ponto bem à sua frente. Agora procure ver as coisas ao seu lado
movendo apenas sua atenção, sem mover os olhos. Quanto mais você conseguir
ver sem virar os olhos ou a cabeça, mais cedo vai reagir aos problemas.

A noite
Ajuste e limpe seus faróis e viseiras transparentes e tenha uma visão melhor
do que uma simples idéia do que está ali na frente. Ao anoitecer, troque
viseiras escuras pelas transparentes. Em estradas de mão dupla procure
manter-se afastado da divisória das faixas.

Não trafegue perto ou ao lado de caminhõesSe um daqueles pneus estourar, o que acontece com bastante freqüência, ele
vai se transformar em vários projéteis de borracha e aço.

Paradas de emergência
Desenvolva uma intimidade muito grande com seu freio dianteiro. Procure um
lugar deserto e seguro em asfalto liso e limpo. Faça dezenas de frenagens
começando bem suavemente e freando cada vez mais forte até descobrir aquela
força na mão ideal entre a frenagem máxima e a roda travada (frenagem máxima
= pneus CANTAM ligeiramente, mas a roda NÃO TRAVA). Repita isso com cuidado
MUITAS vezes até ficar muito prático.

Pneus adequados
Nada do que você leu até aqui vai servir a não ser que você tenha os pneus
adequados. Não os subestime. Tenha certeza que eles estão bem calibrados o
todo tempo. Procure cortes, pregos e outras porcarias que tenham se prendido
a eles. Procure sinais de ressecamento e desgaste. Troque logo que puder, os
pneus são a essência da dirigibilidade. E não use pneus de marcas diferentes
ou novo com usado na dianteira e na traseira, isso muda completamente a
estabilidade da moto.

Respire fundo conte até 10 ou até 100
Desculpe e peça desculpas, dê passagem e vá com cuidado, apreciando o
passeio. Deixar de andar a 150 km/h e demorar para chegar é muito melhor que
arruinar sua vida e ir para uma cadeira de rodas ou um caixão.


Fonte: Textos compilados e enviados pelo motociclista integrante do Conselho
Consultivo do Rock Riders, José Otávio Macedo de Araújo (Gugu) - 67 anos -
otavio@globalplayer.com.br